Eu abro a Bíblia em Romanos 8:35 e faço a pergunta que Paulo lançou aos crentes e que eu preciso lançar a mim mesmo: quem me separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? O perigo? A espada? Eu não estou aqui para diminuir a sua dor, nem a minha. Eu sei que tem dia que a coisa escurece, que o medo aperta, que a gente procura respostas para tantos “porquês”. Mas, diante de tudo isso, o Espírito Santo me lembra: nada do que eu enfrento é maior do que o amor dAquele que me escolheu.
Esse amor é incondicional. É amor que constrange, que lança fora o medo, que sustenta quando a escassez bate à porta, que me lembra que o Céu continua no controle. O Senhor não perdeu a chave de nada — nem da vida, nem da morte. Então, eu me pergunto de novo: o que, de fato, tem tentado me afastar da presença de Deus?
Paulo enumera pressões externas: tribulações, angústias, perseguições… e termina afirmando: “em todas estas coisas, somos mais do que vencedores por aquele que nos amou”. Eu recebi de Jesus autoridade para pisar serpentes e escorpiões; recebi Palavra para confessar; recebi promessa para me levantar. O problema é que, muitas vezes, o meu maior inimigo não está “lá fora”. Sou eu. Eu mesmo levanto muros, quebro pontes, desisto cedo demais quando algo sai do meu controle. Quando eu não uso a autoridade que Ele já me deu, eu começo a destruir o caminho que me mantém grudado em Cristo.
Viver a inseparabilidade desse amor é vida com Deus: comunhão, secreto, intimidade, tempo na Palavra. Não é teoria — é prática. Em alguns dias eu sou atribulado, perplexo, perseguido, abatido… mas não sou destruído. Eu posso até perder algumas batalhas, mas a guerra já tem General e Ele é vitorioso. A paz que excede todo entendimento não é um conceito; é uma realidade que guarda meu coração quando tudo grita ao contrário.
Por isso, eu decido crer e falar: se Ele levou sobre si as minhas enfermidades, eu não vou me calar; se Ele disse que tudo o que eu fizer prosperará, eu não vou parar; se Ele disse que “quem perseverar até o fim será salvo”, então eu vou perseverar. E quando eu estiver prestes a “chutar o pau da barraca”, eu escolho congregar, andar junto, porque congregar é terapêutico. Foi assim com Jesus: Ele não andou sozinho; chamou doze e, dentre eles, separou alguns ainda mais próximos.
A verdade é que há uma eternidade me esperando. Eu sou geração eleita, sacerdócio real; não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim. Então, em nome de Jesus, eu me levanto. Eu tomo posição: de filho, de sacerdócio, de autoridade. Eu não deixo barato o que o inimigo tentou me roubar. Eu avanço. Eu persevero. Eu declaro sobre mim e sobre a igreja: “em todas estas coisas, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”.
Aplicações práticas que eu escolho viver hoje:
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Alimentar a fé diariamente (Palavra, oração, secreto), porque sem fé é impossível agradar a Deus.
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Confessar a verdade da Escritura sobre cada área (saúde, família, finanças, mente).
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Permanecer congregando e servindo: sozinho eu desanimo; junto eu persevero.
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Rejeitar a culpa e o medo — eu uso a autoridade que recebi em Cristo.
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Perseverar até o fim, lembrando: nada e ninguém pode me separar do amor de Cristo — a menos que eu mesmo desista. E eu não vou desistir.
Amém.