Estar na casa do Senhor logo no primeiro dia do ano é um privilégio. É um sinal de que começamos o ano no lugar certo, com o coração alinhado e sensível à voz de Deus. Nesta primeira semana de unção, fomos desafiados a refletir sobre um tema essencial: unção para a prosperidade.
Quando falamos de prosperidade, muitas pessoas pensam apenas em dinheiro ou bens materiais. Mas prosperidade não se resume a isso. Prosperidade é vida plena. É bem-estar integral. É viver com contentamento, paz, propósito e alegria em todas as áreas da vida — na família, na saúde, na vida espiritual, profissional, emocional e financeira.
Ao longo da minha caminhada, tive contato com pessoas extremamente ricas, influentes e poderosas, mas que não tinham paz interior, nem prazer em viver. Isso nos ensina que riqueza, sozinha, não é sinal de prosperidade. Prosperidade verdadeira envolve equilíbrio, sentido e comunhão com Deus.
Ao olhar para a Palavra, encontramos em Abraão um grande exemplo de alguém que viveu essa prosperidade ampla e verdadeira. Em Gênesis 12, vemos Deus chamando Abraão para sair da sua terra, da casa de seus pais, e ir para um lugar que ainda seria revelado. Abraão não tinha mapas, não tinha garantias humanas. O que ele tinha era relacionamento com Deus e ouvidos atentos à Sua voz. E ele obedeceu.
A primeira grande lição que aprendemos com Abraão é a obediência. Muitas vezes deixamos de viver uma vida próspera porque resistimos às direções de Deus. A prosperidade passa por decisões, por renúncias e por alinhamento de vida. Abraão obedeceu quando saiu da sua terra. Obedeceu quando creu na promessa de um filho, mesmo sem ver possibilidades. E obedeceu até quando Deus lhe pediu o filho da promessa, demonstrando uma fé absoluta e uma confiança total no Senhor.
A segunda lição é o relacionamento com Deus. Ao chegar à terra que o Senhor lhe prometera, Abraão não construiu casas, nem fortalezas. Ele construiu um altar. Isso revela que a base da sua vida era a adoração. Não existe obediência verdadeira sem relacionamento. E não existe fé madura sem convivência diária com Deus — em oração, na Palavra, na comunhão e na vida da igreja.
Abraão foi chamado de pai da fé, porque decidiu caminhar confiando no Deus que faz o impossível. A fé não é ficar parado esperando respostas; fé é dar passos, colocar o “carro para rodar” e confiar que Deus dirige o caminho. O impossível pertence a Deus, mas o passo de fé é nossa responsabilidade.
Abraão também foi próspero financeiramente. A Bíblia relata que ele enriqueceu muito, mas sempre com um coração submisso e generoso, honrando a Deus com seus recursos. Isso nos ensina que prosperidade material não é pecado, desde que esteja alinhada com princípios, obediência e temor ao Senhor.
Ao longo deste novo ano, somos convidados a viver essa prosperidade plena. Não apenas recebendo oração, mas ajustando nossa forma de viver. Abandonando hábitos que nos afastam de Deus, fortalecendo nosso relacionamento com Ele e agindo em fé nas decisões do dia a dia.
Quero encerrar compartilhando um testemunho pessoal. Há seis anos, minha família decidiu dar um passo de fé e iniciar nossa própria empresa. Passamos por desafios intensos, especialmente no último ano, com decisões difíceis e momentos de incerteza. Mas escolhemos orar, buscar conselho, não caminhar sozinhos e, principalmente, obedecer à direção de Deus.
O Senhor foi fiel. Trouxe soluções que não esperávamos, abriu caminhos, promoveu restauração e nos concedeu paz em cada decisão. Hoje podemos testemunhar que Deus honra a fé, a obediência e o relacionamento sincero com Ele.
Que neste ano possamos crescer em obediência, em relacionamento com Deus e em fé. E que a verdadeira prosperidade alcance a nossa casa, nossa família e tudo aquilo que o Senhor colocar em nossas mãos.
Deus abençoe vocês.