MENSAGENS

MINISTRAÇÕES QUE TRANSFORMAM VIDAS

O abandono de Deus em forma de juízo

EBD

Pb. Lucas Campos

Graça e paz, igreja.

É com temor, responsabilidade e profundo respeito pela Palavra que compartilho aquilo que Deus colocou no meu coração para este tempo. A Escola Bíblica Dominical tem como propósito edificar, trazer clareza, conhecimento e despertar espiritual — e a mensagem de hoje caminha exatamente nessa direção, mas também carrega um forte apelo evangelístico.

Ao meditarmos em Romanos capítulo 1, somos confrontados com uma realidade dura, porém bíblica: o pecado não apenas afasta o homem de Deus, como pode levá-lo a um juízo severo — o abandono de Deus como consequência da prática contínua e consciente do pecado.

A carta aos Romanos é a mais completa exposição do Evangelho. Nela, o apóstolo Paulo trata dos grandes temas da fé cristã: pecado, graça, juízo, salvação, santificação, justiça e esperança. Não é por acaso que homens como Agostinho, Martinho Lutero e John Wesley tiveram suas vidas transformadas por essa epístola. Romanos é essencial para a saúde espiritual do indivíduo e da Igreja.

O texto de Romanos 1 nos mostra que a humanidade, embora criada à imagem e semelhança de Deus, caiu em profunda corrupção moral. O homem, por natureza, é pecador. A Bíblia afirma que estávamos mortos em nossos delitos e pecados, que o coração humano é enganoso e desesperadamente corrupto, e que até nossas melhores obras são como trapos de imundícia diante de um Deus santo.

Todos pecaram. Todos são indesculpáveis diante de Deus.

O que Romanos 1 expõe com clareza é que o juízo de Deus, em muitos casos, se manifesta quando Ele “entrega” o homem aos seus próprios desejos. Essa expressão aparece repetidamente no texto: Deus os entregou. Deus os deixou seguir o caminho que escolheram.

Quando o Espírito de Deus se retira, o homem perde o domínio sobre si mesmo. Perde o freio moral. Perde o discernimento. Perde os limites. E isso é uma das formas mais severas de juízo.

Deus é santo. Ele não tem comunhão com o pecado. Ele é luz, e n’Ele não há treva alguma. Seus decretos são justos, perfeitos e imutáveis. O problema não está em Deus, mas na recusa humana em glorificá-Lo, honrá-Lo e agradecer-Lhe.

Quando o homem rejeita a verdade, rejeita o próprio Cristo. Quando deixa de honrar o Criador, sua mente se obscurece, seus pensamentos se tornam fúteis e seu coração perde a sensibilidade espiritual.

A idolatria moderna não se limita a imagens — ela se manifesta quando o homem coloca seus desejos, vontades e prazeres acima de Deus. O resultado é a degradação moral, especialmente visível na perda do domínio sexual, na imoralidade, na perversão dos afetos e na confusão da mente.

O texto bíblico é claro: Deus entrega o homem àquilo que ele insiste em viver. E o mais alarmante é que, mesmo conhecendo o decreto de Deus, muitos não apenas continuam praticando o pecado, como também aprovam os que o praticam.

Isso é sério.

Vivemos dias de profunda depravação moral, e não podemos tratar isso com banalidade espiritual. A graça de Deus não anula Sua justiça. Aquilo que o homem semeia, isso também colherá. Deus não se deixa escarnecer.

O exemplo de Sansão ilustra essa verdade de forma contundente. Um homem separado, chamado por Deus, mas que brincou com o pecado até o dia em que o Espírito do Senhor se retirou dele — e ele sequer percebeu. Esse é o pior juízo: quando Deus se cala e o homem segue sozinho.

Ainda assim, há esperança.

A mensagem não termina no juízo, mas no arrependimento. O filho pródigo, quando caiu em si, voltou. E Deus continua sendo um Pai que recebe aquele que se arrepende. A Palavra afirma: “Se o buscardes, Ele se deixará achar”. E Jesus declara que jamais lançará fora aquele que vem a Ele.

Este é um chamado para este tempo. Um chamado à santidade. Um chamado ao arrependimento sincero. Um alerta amoroso para abandonarmos práticas que nos afastam de Deus e escolhermos o caminho da vida.

Que este seja um ano marcado por temor, arrependimento, restauração e intimidade com o Senhor. Que não entristeçamos o Espírito Santo. Que sejamos moldados não pelo padrão deste mundo, mas pela Palavra viva de Deus.

  • Romanos 1:18–32 – “Por isso Deus os entregou…”
  • Gênesis 1:26,31 – “Façamos o homem à nossa imagem…”
  • Efésios 2:1 – “Estáveis mortos em vossos delitos e pecados”
  • Jeremias 17:9 – “Enganoso é o coração…”
  • Mateus 15:19–20 – “Do coração procedem os maus desígnios…”
  • Isaías 64:6 – “Todos nós somos como o imundo…”
  • Romanos 3:10–12,19 – “Não há justo, nem um sequer”
  • Salmos 130:3 – “Se observares iniquidades…”
  • 1 João 1:5 – “Deus é luz”
  • Habacuque 1:13 – “Tu és tão puro de olhos…”
  • Salmos 5:4 – “Tu não és Deus que se agrade da iniquidade”
  • Salmos 11:7 – “O Senhor é justo”
  • Deuteronômio 32:4 – “Suas obras são perfeitas”
  • João 14:6 – “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”
  • 2 Timóteo 4:3–4 – “Não suportarão a sã doutrina”
  • Juízes 13; 16 – “Sansão e a retirada do Espírito”
  • João 16:7–11 – “Convencerá do pecado, da justiça e do juízo”
  • Levítico 18:22 – “É abominação”
  • Gálatas 6:7–8 – “Tudo o que o homem semear…”
  • Provérbios 1:24–28 – “Porque clamei e recusastes…”
  • Juízes 10:13 – “Não os livrarei mais”
  • Salmos 81:11–16 – “Meu povo não quis ouvir-me”
  • Lucas 15:17–21 – “Pai, pequei contra o céu…”
  • 2 Crônicas 15:2 – “Se o buscardes, Ele se deixará achar”
  • João 6:37 – “De modo nenhum o lançarei fora”
  • Oséias 6:1–3 – “Vinde, e tornemos para o Senhor”

Assista à mensagem em vídeo:

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