Eu quero começar dizendo algo simples, mas profundo: quem precisa de verdade, busca, espera e persevera.
Ao ler Lucas 18:1-8, Jesus nos ensina sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer. Ele conta a parábola de uma viúva que precisava de justiça e que, mesmo diante de um juiz injusto, não desistiu. Ela não tinha recursos, influência ou status. A única arma que ela possuía era a persistência incansável — e foi exatamente isso que mudou o rumo da sua história.
Essa mulher não aceitou o “não” como resposta. Ela insistiu porque aquilo era importante para ela. E eu quero te perguntar: o que é realmente importante para você hoje?
Nós vivemos isso na prática. Quando ligamos para um atendimento telefônico e percebemos que o assunto não é tão importante, desligamos rápido. Mas quando é algo sério, permanecemos na linha, insistimos, ligamos novamente. A necessidade nos faz perseverar.
Jesus nos ensina também em Mateus 7 que existem três passos espirituais fundamentais: pedir, buscar e bater.
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Pedir é reconhecer a nossa necessidade.
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Buscar é agir com propósito.
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Bater é perseverar, mesmo quando parece que a resposta está demorando.


Deus se revela àqueles que insistem. O problema é que vivemos em uma geração que desiste fácil. Muitos querem ver milagres, restauração familiar, crescimento espiritual, prosperidade, mas poucos perseveram no processo.
As viúvas, no tempo de Jesus, eram as pessoas mais vulneráveis da sociedade. Mesmo assim, aquela mulher decidiu lutar. O juiz não a atendeu por justiça, mas para se livrar dela. E aqui está uma verdade poderosa: se um juiz injusto atendeu alguém por causa da persistência, quanto mais Deus, que é justo, amoroso e fiel, atenderá os seus filhos?
A nossa fé precisa ser ativa. Precisamos insistir em oração pela nossa família, casamento, filhos, vida espiritual e ministério. Aquilo que tem valor para nós, nós não abandonamos. Se algo não é importante, desistimos fácil. Mas aquilo que é essencial, nós buscamos até o fim.
Jesus encerra essa parábola com uma pergunta que nos confronta:
“Quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé na terra?”
Essa pergunta ecoa até hoje. Fé que persevera. Fé que espera. Fé que não desiste no meio do caminho.
Eu aprendo com essa palavra três aplicações práticas para a minha vida e para a sua:
1. Identifique a sua necessidade real
O que você tem levado a Deus todos os dias? Não apenas orações automáticas, mas aquilo que realmente pesa no seu coração. Leve sua família, seu casamento, seus filhos e seus sonhos diariamente à presença do Senhor.
2. Desenvolva a persistência da sua fé
Persistência não é desespero. Quem persevera confia, mesmo quando não vê resultados imediatos. O desesperado pula de lugar em lugar; o perseverante permanece firme na Palavra.
3. Aprenda a esperar no tempo de Deus
Vivemos na era do imediato, mas Deus não trabalha no nosso cronograma. Enquanto esperamos, Ele está trabalhando. A demora não é negação. A espera também faz parte do processo.
Deus não é um juiz relutante que precisa ser convencido. Ele é Pai, e já está com os ouvidos inclinados para ouvir o nosso clamor. O que Ele espera de nós é fé, perseverança e confiança.
Que em 2026 sejamos um povo que busca mais, espera mais e persevera mais. Um povo cheio de fé, convicção e confiança no Deus que nunca falha.