É sempre um privilégio estarmos juntos para falar sobre um tema tão essencial: a santidade no casamento. Vivemos dias difíceis. O mundo está de cabeça para baixo, e, sinceramente, ele não vai melhorar. Quem precisa melhorar sou eu. Quem precisa melhorar é você. Precisamos ser mais fortes, mais maduros e mais próximos de Deus.
Se o mundo melhorar, talvez deixemos de viver a fé como deveríamos. Mas, quando as coisas não melhoram, somos obrigados a crescer, amadurecer e nos tornar homens e mulheres mais firmes em Deus. É nesse contexto que quero compartilhar três princípios fundamentais sobre a santidade no casamento. São simples, mas decisivos para a nossa história.
1. Santidade no casamento começa no leito
A Bíblia é clara:
“O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro.” (Hebreus 13:4)
O leito conjugal precisa ser honrado e preservado em pureza. No casamento, muita coisa é permitida, mas nem tudo convém. Quando abrimos espaço para práticas que ferem os princípios bíblicos, abrimos também portas espirituais perigosas dentro da nossa casa.
Pornografia, por exemplo, não é tempero para relacionamento algum. Ela distorce a realidade, gera comparação, frustração e contaminação espiritual. O nosso leito não pode se tornar um ambiente de impureza. Quando a vida espiritual está saudável, não existe necessidade de importar modismos do mundo.
Santidade no leito exige equilíbrio entre saúde espiritual e saúde física. Se há dificuldades físicas, há médicos, tratamentos e caminhos corretos. O que não podemos é tentar resolver problemas legítimos com soluções espiritualmente destrutivas. Um casamento santo começa com um leito preservado.
2. Santidade no casamento se revela no relacionamento
Santidade também está na forma como tratamos um ao outro. O casamento exige respeito nas palavras, nos gestos e nas atitudes. Não há espaço para xingamentos, humilhações ou agressões verbais.
A Bíblia nos ensina que a base legal para o inimigo agir não está nos pensamentos, mas na boca. Toda palavra é uma semente. Quando amaldiçoamos nosso cônjuge com palavras duras, liberamos consequências emocionais, físicas, espirituais e até financeiras.
O respeito fortalece o relacionamento. A desonra enfraquece. Casais que se tratam com desprezo criam brechas espirituais que afetam toda a casa. Quando há intimidade com Deus, há autoridade espiritual. E é essa autoridade que protege o lar, os filhos e as finanças.
Ciúmes excessivos, desconfiança e controle não são sinais de amor, mas de fragilidade espiritual. Quem ama confia. Quem cresce espiritualmente aprende a discernir, a proteger e a preservar aquilo que Deus confiou.
3. Santidade no casamento alcança a vida financeira
A vida financeira também precisa ser vivida em santidade. A história de Ananias e Safira nos ensina que acordo no casamento não pode ser acordo para o erro. Parceria não é cumplicidade com desonestidade.
O casal deve caminhar em unidade nas coisas certas. Se algo não é justo, não é bíblico e não agrada a Deus, não deve haver concordância. A salvação é individual, e cada um responde diante de Deus pelas suas escolhas.
Muitas decisões erradas poderiam ser evitadas se houvesse diálogo, humildade e sensibilidade espiritual dentro do casamento. Às vezes, Deus usa o cônjuge para nos alertar e nos proteger de escolhas que trariam prejuízos futuros.
Santidade no casamento é viver em acordo com o Espírito Santo, preservando o lar, a consciência e o testemunho cristão.
Conclusão
Em síntese, cuide da sua vida espiritual. Seja o melhor homem de Deus e a melhor mulher de Deus que você puder ser. Quanto mais perto estivermos do Senhor, mais saudável será o nosso casamento.
Falo isso não apenas como pastor, mas como alguém que caminha há quase quatro décadas no casamento. Aprendemos que respeito, diálogo, fidelidade e santidade constroem uma vida de paz.
Santidade no casamento não é peso. É proteção. É cuidado. É vida abundante.