Paz do Senhor, igreja.
Iniciamos hoje uma série de ministrações sobre um tema central para a nossa caminhada cristã: a santidade. O desejo do nosso coração, e aquilo que Deus tem colocado em nossa mente, é promover em cada membro desta igreja uma consciência viva e contínua da necessidade de uma vida santificada, uma vida que verdadeiramente agrada a Deus.
Quando pensamos em santidade, precisamos entender qual é o seu propósito. O objetivo de uma vida santa não é simplesmente cumprir regras ou manter uma aparência religiosa, mas viver em comunhão com um Deus que é santo. A Palavra é clara ao nos afirmar que sem santificação ninguém verá o Senhor. Isso nos chama à reflexão, ao alinhamento e à responsabilidade espiritual.
Hoje, quero tratar da santificação como o caminho que nos conduz à vida eterna com Deus, abordando quatro pontos fundamentais:
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O que é a santificação
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Quando ela começa
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A santificação como um processo
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A santificação final, que culmina na vida eterna com Deus
O que é a santificação
A santificação não começa em nós, ela é uma obra de Deus. Não somos nós que damos início a esse processo; é o próprio Deus quem age de forma direta sobre a nossa vida.
Gosto de usar a ilustração da pérola. Quando um corpo estranho entra na ostra, ela não consegue expulsá-lo. Então, começa a envolvê-lo com uma substância até que aquilo que era impuro se transforma em algo precioso. Da mesma forma, nós éramos impuros por causa do pecado, mas Deus, pela obra de Cristo, nos envolveu com Sua graça, nos purificou e nos tornou aceitáveis diante dEle.
A santificação é isso: Deus nos tornando aceitáveis, não por mérito nosso, mas pelo sangue de Jesus Cristo.
Quando a santificação começa
A santificação tem início no novo nascimento. Quando aceitamos Jesus Cristo como Senhor e Salvador, algo sobrenatural acontece: somos feitos novas criaturas. Antes, herdávamos a natureza pecaminosa de Adão; agora, em Cristo, recebemos uma nova natureza.
No dia em que reconheci Jesus como Senhor da minha vida, fui perdoado, justificado e separado para Deus. Foi como se uma página da minha história fosse rasgada e uma nova página em branco fosse colocada diante de mim para ser escrita segundo o modelo de Cristo.
Deus fez tudo o que era necessário para me tornar santo diante dEle. Essa obra é perfeita e completa.
A santificação como processo
Embora tenhamos sido santificados diante de Deus, ainda vivemos em um corpo marcado pela carne. Existe uma luta diária entre o novo homem e o velho homem. É aqui que entra a santificação progressiva, que envolve a nossa responsabilidade.
Somos chamados a cooperar com Deus nesse processo. Não se trata de produzir santidade por esforço próprio, mas de responder com obediência àquilo que Deus já começou em nós.
A Palavra nos exorta a não vivermos mais como antes, a não reproduzirmos práticas antigas, mas a vivermos de acordo com a nova vida que recebemos. A santificação se manifesta nas escolhas diárias, na renúncia, na separação e na busca constante pela presença de Deus.
Santificar-se é separar-se para Deus. Assim como um objeto é separado para o uso exclusivo do Senhor, nossa vida também foi separada para Ele.
A santificação final e a vida eterna com Deus
A santificação não se completa plenamente nesta vida. Ela alcançará sua plenitude na glorificação, quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade.
A Bíblia é enfática: sem santificação ninguém verá o Senhor. Religiosidade não substitui santidade. Participar de cultos, ofertar, louvar e congregar são práticas importantes, mas precisam estar fundamentadas em uma vida que agrada a Deus.
O chamado é claro: viver uma vida santa hoje para desfrutar da vida eterna amanhã.
Em termos simples, Deus santifica, e nós respondemos vivendo de acordo com essa obra. Não é autoprodução de santidade, mas uma participação obediente naquilo que Deus está operando em nós.
Que Deus gere em nosso coração o desejo sincero de cooperar com Ele nesse processo de santificação que Ele iniciou em nossas vidas.
Amém.