Quando abrimos o livro de Josué, capítulo 1, somos confrontados com um princípio poderoso: o ambiente de santidade é capaz de mudar completamente a história de uma vida. Santidade não é simpatia, não é emoção momentânea, não é aparência — santidade é obediência total. Onde a santidade de Deus está, o próprio Deus se faz presente. É Ele quem age, quem se move e quem transforma.
Nos Atos dos Apóstolos vemos algo extraordinário: Deus não mais distante, mas Deus se movendo através dos homens. Um Deus vivo, poderoso, presente. E é exatamente isso que acontece quando há um ambiente de santidade: pessoas perturbadas são curadas, vidas são libertas, doenças são saradas e histórias são restauradas. Não estamos aqui para apenas participar de mais uma reunião bonita, mas para sermos confrontados, restaurados e fortalecidos, a ponto de sairmos diferentes — preparados para enfrentar as batalhas da semana com a cabeça erguida, crendo que maior é o que está em nós.
Deus disse a Josué: “Não cesse de falar deste Livro da Lei; medite nele de dia e de noite, para que você cumpra tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido.”
Aqui começa a marca da geração de Josué.
A geração de Moisés foi a que mais viu milagres na história bíblica: o mar se abrindo, o maná caindo do céu, a água saindo da rocha, a nuvem protegendo do calor e o fogo aquecendo à noite. Ainda assim, foi uma geração que pereceu, porque murmurou, foi ingrata, medrosa e carregava uma mentalidade escrava. Milagres não geram maturidade espiritual — obediência gera.
A geração de Josué é diferente.
1. Uma geração determinada
São homens e mulheres que entendem que no mundo espiritual nada acontece sem posicionamento. Há situações que só mudam quando colocamos os pés nas águas. O Jordão só se abriu quando os sacerdotes avançaram. Determinação é entender que o processo exige fé, tempo e perseverança.
2. Uma geração forte e corajosa
Não se trata de força física, mas de mente fortalecida em Deus. Um homem pode ter músculos e ainda assim estar derrotado por dentro. A verdadeira força está na mente alinhada com a Palavra. Diante das muralhas de Jericó, Deus deu uma estratégia que parecia ilógica, mas a coragem de obedecer trouxe a vitória. Deus trabalha, muitas vezes, na contramão da nossa lógica.
Nossas maiores armas são os olhos e os ouvidos. O que vemos e o que ouvimos pode nos fortalecer ou nos adoecer espiritualmente. Por isso, é fundamental escolher bem os ambientes, as companhias e as vozes que têm acesso à nossa vida.
3. Uma geração comprometida com a Palavra
Josué recebeu uma instrução clara: meditar na Palavra de dia e de noite. Não é leitura superficial, é meditação que gera transformação. O problema nunca foi falta de tempo, mas falta de interesse. Quando nos alimentamos da Palavra, Deus nos dirige, nos sustenta e nos guarda da vergonha.
O livro de Ester nos mostra um Deus discreto, que não aparece citado, mas age o tempo todo nos bastidores. Assim também é na nossa vida. Mesmo quando parece que Deus está em silêncio, Ele está trabalhando.
A igreja gloriosa de Jesus Cristo não precisa de santos canonizados depois de mortos. Precisa de santos vivos — visíveis, audíveis, palpáveis — dentro de casa, no trabalho, na sociedade, exalando o bom perfume de Cristo. Porque é assim que o mundo verá Jesus em nós.
Essa é a geração de Josué: determinada, forte, corajosa e totalmente comprometida com a Palavra de Deus.