Existe uma geração que está cansada do pão do céu. Gente que olha para aquilo que Deus está fazendo e fala: “Ah, eu já fui sábado… já fui domingo… não aguento mais não.” Mas eu creio que Deus ainda está levantando pessoas que continuam dizendo: “Eu quero mais um pouco. Eu quero mais pão do céu.”
Lá no deserto, Deus prometeu pão do céu para Israel. E quando aquele pão caiu, eles olharam e perguntaram: “O que é isso?” Daí veio o nome maná. Eles nem entendiam o que Deus estava enviando. E o mais impressionante é que, depois de um tempo, eles começaram a desprezar aquilo que vinha do céu.
Jesus, lá na frente, revelou algo poderoso:
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu.”
Era como se Ele estivesse dizendo:
“Eu sou aquilo que vocês não entenderam no deserto.”
O problema nunca foi o pão. O problema era a mentalidade do povo.
Em 1 Samuel 11:14, Samuel diz:
“Venham, vamos a Gilgal e reafirmemos ali o reino.”
Na versão Almeida Revista e Corrigida está:
“Renovemos ali o reino.”
E eu comecei a olhar para isso e entender que Gilgal era lugar de renovação. Lugar de recomeço. Lugar de aliança. Lugar onde Deus mudava a mentalidade do povo para prepará-lo para as promessas.
Saul já tinha sido ungido no secreto. Depois foi confirmado em público. Depois venceu uma guerra contra os amonitas. Deus estava dando oportunidades para Saul permanecer firme.
Porque Deus não trabalha como o homem trabalha. Deus não rejeita alguém de imediato. Deus dá oportunidades. Deus é longânimo. Deus chama ao arrependimento.
Então Samuel chama o povo para Gilgal.
Gilgal aparece pela primeira vez quando Israel entra na Terra Prometida. Aquela geração já não tinha mais a mentalidade do Egito. Era uma geração acostumada com milagres. Acostumada a depender de Deus. Gente que cresceu vendo pão cair do céu, água sair da pedra e Deus responder oração.
E eu aprendo uma coisa aqui:
o que muitas vezes nos separa das promessas não é falta de poder de Deus. É mentalidade.
Deus olha para nós e diz:
“Eu preciso mudar a sua mente para você viver aquilo que Eu preparei.”
A geração antiga olhava para os gigantes e dizia:
“Somos como gafanhotos.”
Josué e Calebe olharam para Deus.
Quando eu olho só para mim e para o problema, tudo parece impossível. Mas quando eu olho para Deus, o gigante começa a diminuir.
Gilgal também era lugar de aliança. Deus manda circuncidar o povo. A circuncisão era sinal de dependência, sinal de pertencimento, sinal de aliança com Deus.
Antes da conquista, Deus chamou o povo para renovação.
E eu creio que Deus continua chamando pessoas hoje para renovar a aliança.
Tem gente que orava mais.
Tem gente que jejuava mais.
Tem gente que lia mais a Bíblia.
Tem gente vivendo hoje apenas da experiência de muitos anos atrás.
Mas chega uma hora que a gasolina velha não sustenta mais o carro.
Deus quer renovar a nossa vida espiritual.
Depois da renovação da aliança, acontece algo lindo: Deus manda celebrar a Páscoa antes da guerra.
Antes de Jericó cair, teve festa.
Porque fé verdadeira celebra antes mesmo de ver.
É como aquelas irmãs antigas que falavam:
“Se vamos orar por chuva, então já traz o guarda-chuva.”
A Páscoa renovava a esperança do povo. Eles olhavam para trás e lembravam:
“Foi Deus quem nos tirou do Egito.”
“Foi Deus quem abriu o mar.”
“Foi Deus quem sustentou no deserto.”
E se Deus fez antes, Ele continua fazendo hoje.
Quando Josué olha para Jericó, ele vê uma muralha impossível. Mas naquele momento aparece alguém ao lado dele. Josué puxa a espada e pergunta:
“Tu és dos nossos ou dos nossos inimigos?”
E aquela figura responde:
“Eu sou o capitão do exército do Senhor.”
Jesus sempre se revela na medida da nossa necessidade.
Para quem precisa de cura, Ele é o Deus que cura.
Para quem precisa de provisão, Ele é Jeová Jireh.
Para quem está em guerra espiritual, Ele é Jeová Nissi, a bandeira levantada sobre nós.
Para quem precisa de justiça, Ele é a nossa justiça.
O mesmo Deus que abriu o mar Vermelho era o Deus que derrubaria as muralhas de Jericó.
Por isso eu creio que Deus está mudando mentalidades nesta geração. Deus está renovando alianças. Deus está preparando pessoas para viver promessas que ainda não se cumpriram.
Não despreze o pão do céu.
Olhe para trás e lembre-se de tudo aquilo que Deus já fez na sua vida.
Eu olho para minha caminhada e lembro:
Deus já me curou.
Deus já me sustentou.
Deus já abriu portas impossíveis.
Deus já fez milagres na minha casa.
E essas experiências não servem apenas para contar testemunhos. Elas servem para fortalecer a minha fé diante das próximas batalhas.
O Deus que fez antes continua fazendo hoje.
E eu creio:
as promessas d’Ele ainda vão se cumprir.