A paz, meus irmãos.
Nesta Escola Bíblica Dominical, Deus nos conduziu a uma reflexão essencial para a vida cristã: como fazer a vontade de Deus. É um tema que todos nós mencionamos com facilidade, especialmente quando dizemos “se Deus quiser”, mas que nem sempre paramos para compreender de forma profunda e bíblica.
O texto base está em Mateus 21:23–32, onde a autoridade de Jesus é questionada e, logo em seguida, Ele apresenta a parábola dos dois filhos. Um diz “não”, mas depois obedece. O outro diz “sim”, porém não faz. Ao final, Jesus deixa claro: quem faz a vontade do Pai não é quem fala bonito, mas quem obedece de verdade.
Essa passagem nos confronta diretamente, porque revela algo muito presente no nosso meio: boas intenções não substituem atitudes corretas. Deus não se agrada apenas de palavras, mas de obediência prática.
Muitas vezes usamos a expressão “se Deus quiser” para nossos planos, mas não nos preocupamos em saber se aquilo realmente está alinhado com a vontade d’Ele. A Palavra nos ensina que não precisamos viver nessa incerteza. Em Romanos 12:2, somos orientados a renovar a mente para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Ou seja, a vontade do Senhor pode ser conhecida.
E aqui está uma verdade que precisamos guardar: 99% da vontade de Deus para a nossa vida já foi revelada, e ela está registrada na Sua Palavra. A Bíblia não é um livro misterioso que esconde a vontade de Deus, mas um manual claro, completo e suficiente para conduzir a nossa vida. Não existe como viver plenamente a vontade do Senhor sem conhecer a Sua Palavra.
Por isso, não devemos viver em busca constante de revelações extraordinárias, profecias ou visões, ignorando aquilo que Deus já deixou claramente escrito. A Bíblia, em seus 66 livros, expressa tudo o que precisamos para viver no temor do Senhor.
A Palavra nos ensina princípios básicos que nos mantêm alinhados com a vontade de Deus, como:
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Fugir da hipocrisia, vivendo uma fé verdadeira;
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Viver o evangelho na prática, não apenas no discurso;
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Resistir às provações, confiando que Deus sempre providencia um escape.
Além desses princípios, aprendemos três expressões claras da vontade de Deus para a nossa vida.
A primeira é aceitar a autoridade de Cristo como palavra final. Jesus não precisa de credenciais humanas para validar Sua autoridade. Ele é a revelação plena da vontade de Deus. Quando submetemos nossas decisões, valores e escolhas à autoridade de Cristo, estamos andando dentro da vontade do Pai.
A segunda é não nos limitarmos apenas à intenção de fazer a vontade de Deus. Planejar é importante, mas não suficiente. Deus espera ação. A obra do Senhor precisa de pessoas dispostas, comprometidas e diligentes. Não fomos chamados apenas para ouvir, mas para servir e trabalhar no Reino.
A terceira é examinar honestamente nossas decisões. Quando percebemos que estamos fora da vontade de Deus, o caminho é o arrependimento sincero e a mudança de rota. Deus não espera perfeição, mas humildade. Ele sempre oferece oportunidade de recomeço àqueles que reconhecem seus erros e decidem voltar ao caminho certo.
A vontade de Deus não muda com o tempo, com a cultura ou com as gerações. Ela permanece a mesma, porque está fundamentada na Palavra eterna do Senhor. Por isso, precisamos avaliar constantemente: estou vivendo de acordo com aquilo que Deus já revelou?
Concluo deixando esse desafio: a vontade de Deus está acessível, clara e viva na Sua Palavra. Nunca é tarde para se alinhar a ela. Que possamos nos dedicar à leitura das Escrituras, abandonar desculpas e priorizar aquilo que realmente transforma nossa vida.
A vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável. E quando andamos nela, somos verdadeiramente felizes e abençoados.