Quero compartilhar uma palavra profundamente alinhada com o que Deus tem falado conosco neste tempo. O nosso tema é santidade, e a Palavra nos ensina que ela não é uma opção, mas uma decisão diária. A Bíblia diz claramente em Hebreus 12 que devemos seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.
Santidade exige posicionamento. Depois que entregamos a nossa vida a Jesus, nossas decisões, ações e reações precisam ser norteadas pela Palavra. Nada na nossa vida acontece por acaso. O que fazemos e como reagimos hoje determina o nosso futuro.
O texto também nos alerta sobre algo extremamente sério: as raízes de amargura. A Palavra diz que, se essas raízes brotarem, elas não apenas nos perturbam, mas contaminam muitas pessoas ao nosso redor. Amargura não é algo individual. Ela se espalha, destrói relacionamentos e compromete o testemunho cristão.
Assim como na natureza, aquilo que está escondido debaixo da terra determina o que aparece fora. Árvores frondosas podem cair se suas raízes estiverem apodrecidas. Da mesma forma, pessoas podem aparentar força, sucesso e estabilidade, mas por dentro estarem sendo sustentadas por raízes de dor, rejeição e mágoa.
A pergunta que precisamos fazer é simples e profunda: onde estão enraizadas as nossas emoções, atitudes e reações?
Quando somos guiados pela amargura, qualquer situação é interpretada a partir da dor. Mas quando estamos enraizados em Deus, até as adversidades se tornam instrumentos de crescimento e propósito.
A Bíblia nos apresenta dois exemplos claros. Absalão permitiu que a amargura o conduzisse à destruição. José, por outro lado, escolheu confiar em Deus. Mesmo traído, vendido, acusado injustamente e preso, ele permaneceu com suas raízes firmadas no Senhor. E por isso pôde declarar: “Vocês intentaram o mal contra mim, mas Deus o transformou em bem.”
Jeremias 17 nos ensina que aquele que confia no Senhor é como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro. Mesmo no calor, na sequidão e nas crises, essa árvore continua dando fruto. É isso que Deus espera de nós: que sejamos fonte de vida, refrigério e esperança, independentemente das circunstâncias.
Santidade não é ausência de luta, mas é a presença de raízes saudáveis. Quando Cristo é o Senhor da nossa vida — e não apenas alguém próximo ou simbólico — a Sua Palavra deixa de ser sugestão e passa a ser mandamento. Nós não negociamos princípios. Nós obedecemos.
Por isso, precisamos entregar tudo a Ele: nossa história, nossas dores, frustrações e feridas. Nada disso deve nos definir. Em Deus, tudo pode ser transformado em plataforma de cura, restauração e testemunho.
Que neste ano vivamos uma santidade que gere vida. Que, ao nos tocarem, as pessoas encontrem perdão, amor, paz e esperança. Que nossas raízes estejam firmadas no Senhor, para que por onde passarmos, a vida de Deus seja manifestada.