Quando falamos sobre santidade, muita gente pensa apenas em regras, costumes ou aparências. Mas santidade, na essência, é relacionamento. Santidade é separação para Deus. É uma decisão de viver para Ele, de caminhar com Ele e permitir que Ele transforme a nossa vida diariamente.
No livro de Levítico, vemos Deus estabelecendo um povo separado. Ali existiam ritos, sacerdotes, sacrifícios e toda uma estrutura que apontava para algo maior. Tudo aquilo apontava para Cristo. O livro de Hebreus deixa isso muito claro: Jesus cumpriu plenamente aquilo que os antigos sacrifícios apenas simbolizavam.
Hoje, o nosso acesso a Deus não acontece através de um cordeiro levado ao altar, mas através do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus é o centro de tudo. É através dEle que nos aproximamos do Pai.
Santidade não é estar no meio da multidão fazendo o que todo mundo faz. Santidade é ser separado para Deus. É escolher viver de maneira diferente. E isso começa em um relacionamento verdadeiro com Cristo.
O novo nascimento é o início da jornada
Jesus disse a Nicodemos que era necessário nascer de novo. O Reino de Deus não funciona por naturalização espiritual. Não existe “visto” para entrar no Reino. É preciso morrer para as trevas e nascer para a luz.
O novo nascimento nos dá uma nova identidade. A partir daí começa uma caminhada de crescimento espiritual. Primeiro somos acolhidos pela graça de Deus, mas também começamos a ouvir os “nãos” do Senhor. E esses “nãos” não são rejeição. São amor.
Assim como uma criança aprende com os limites dados pelos pais, nós também somos ensinados por Deus. Santidade é um processo. Deus vai moldando nossa vida, corrigindo nossos caminhos e nos ensinando a viver segundo Sua vontade.
Crescimento espiritual e maturidade cristã
Na primeira carta de João, vemos uma progressão espiritual muito clara:
- Filhinhos
- Jovens
- Pais
Os filhinhos conhecem o Pai. Os jovens vencem o maligno porque a Palavra de Deus permanece neles. Já os pais alcançam maturidade espiritual ao ponto de cuidar de outras vidas.
Existe crescimento espiritual dentro do Reino. Nem todos estão no mesmo estágio. E isso não tem relação com idade física, mas com maturidade espiritual.
Há pessoas que frequentam a igreja há muitos anos, mas continuam imaturas espiritualmente. E há pessoas que, em pouco tempo, desenvolvem profundidade, responsabilidade e discernimento espiritual.
O desejo de Deus é que cresçamos até alcançar maturidade em Cristo.
A igreja precisa crescer além dos números
Uma igreja saudável não cresce apenas numericamente. Ela cresce em quatro áreas:
1. Crescimento numérico
O evangelismo continua sendo essencial. Precisamos anunciar Jesus.
2. Crescimento orgânico
É o crescimento da comunhão. Uma igreja forte é formada por relacionamentos verdadeiros. Pessoas que oram umas pelas outras, caminham juntas e cuidam umas das outras.
3. Crescimento conceitual
A igreja precisa ensinar a Bíblia. O cristão precisa conhecer a Palavra de Deus para não viver uma fé superficial.
4. Crescimento de serviço
A maturidade leva ao serviço. Deus nos chama para cumprir um propósito.
O propósito de vida passa pelo relacionamento com Deus
Existe uma combinação importante no propósito de vida:
Paixão + habilidade × relacionamento
Muitas pessoas têm paixão por algo, mas ainda não entenderam como Deus deseja usar suas habilidades. Outras possuem habilidades, mas ainda não descobriram seu verdadeiro propósito.
Tudo isso é potencializado pelo relacionamento com Deus.
Quanto mais perto de Deus, mais entendemos quem somos e para quê fomos chamados.
Jesus é o centro da nossa fé
Nós não somos movidos apenas por promessas terrenas. O centro do Evangelho não é prosperidade, sucesso ou realização pessoal. O centro do Evangelho é Jesus Cristo.
Precisamos tomar cuidado para não transformar o culto em algo antropocêntrico, onde o homem ocupa o centro. O verdadeiro culto é cristocêntrico.
Jesus é:
- o Salvador,
- o Verbo,
- o Cordeiro de Deus,
- o Alfa e o Ômega,
- o Cristo,
- o Filho do Deus Vivo.
Tudo existe por meio dEle e para Ele.
Nós precisamos de Jesus
Uma das maiores mentiras dos nossos dias é acreditar que pessoas “boas” vão para o céu pelos seus próprios méritos.
Não são nossas obras que nos salvam. É o sacrifício de Cristo.
Jamais conseguiremos alcançar o padrão perfeito exigido por Deus através da nossa própria força. É por isso que precisamos desesperadamente de Jesus.
Nós somos alcançados pela graça.
Santidade não nasce da tentativa humana de parecer perfeita. Santidade nasce de um relacionamento verdadeiro com Cristo.
Quanto mais perto de Deus, mais percebemos nossa necessidade de sermos transformados.
E é exatamente isso que o Senhor deseja fazer em nós.