Hoje eu quero falar com você sobre algo que não é apenas um tema de mensagem, mas um chamado para a nossa vida: Santo ou profano? Qual é a sua decisão?
Como igreja, nós estamos vivendo o ano da santidade. E talvez, quando você ouve essa palavra, a primeira imagem que vem à sua mente é alguém “intocável”, distante, fechado, quase inacessível. Na minha época, quando falavam sobre santidade, parecia que era coisa de gente que você tinha até medo de conversar, com receio de errar as palavras.
Mas a Bíblia apresenta um conceito muito mais profundo.
Em Hebreus 12:14, está escrito:
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
Santidade não é aparência. Não é isolamento religioso. Santidade é viver de tal forma que, quando alguém olha para mim, consegue ver Deus em mim.
Deus nunca nos chama para algo sem propósito. Em tudo há propósito. Às vezes você não entende hoje o que está vivendo, mas quando olhar para trás, vai dizer: “Agora eu entendi… valeu a pena.”
O que é santidade?
Em 1 Pedro 1:16, está escrito:
“Sede santos, porque Eu sou santo.”
A raiz da palavra santidade é kadosh, que significa “separado”.
Quando eu decido viver em santidade, eu estou dizendo:
Eu me separo das coisas deste mundo para me dedicar ao propósito de Deus.
E deixa eu te falar uma coisa importante:
Viver em santidade é muito mais sobre dizer não do que sobre dizer sim.
São muitas propostas. Muitas distrações. Muitos desejos. Mas santidade é escolher aquilo que Deus escolheu para mim.
Na área emocional, sentimental, sexual, quantas vezes a gente começa a confundir sentimento com direção de Deus? Um “oi” diferente já vira revelação, uma curtida já vira confirmação divina. Mas o coração é enganoso. Sentimento muda. Deus não.
Deus é constante. Ontem, hoje e eternamente.
O que é profanar?
Profanar é tratar como comum aquilo que Deus declarou como santo.
Profanação é uma decisão.
É quando o que era separado para Deus começa a ser usado para outros fins.
A Bíblia diz que o nosso corpo é templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19).
Mas quando eu começo a dizer “meu corpo, minhas regras”, eu estou retirando Deus do centro e colocando o meu ego no lugar.
O corpo que deveria ser instrumento de serviço vira instrumento de sedução.
O talento que deveria edificar vira ferramenta de vaidade.
O chamado que era santo vira palco para autopromoção.
Profanação acontece quando o sagrado vira instrumento de poder.
Quando o culto vira espetáculo.
Quando a fé vira mercadoria.
Quando o sagrado se torna banal
Em Mateus 21:12-13, a Bíblia diz:
“E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo (…) e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração, mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.”
Jesus não estava indignado simplesmente por causa do comércio. Ele estava confrontando a banalização do sagrado.
Na cultura judaica, o sacrifício precisava custar algo. O povo não comprava um animal qualquer ali na hora. Ele criava o animal mais puro durante o ano inteiro. Cuidava. Alimentava. Se afeiçoava.
E no dia da expiação, entregava aquele animal inocente para morrer em seu lugar.
Isso mexia com o coração. Isso gerava temor. Isso gerava arrependimento verdadeiro.
Mas quando virou algo fácil, comprado na hora, perdeu-se o valor.
Perdeu-se o peso.
Perdeu-se o temor.
O que era santo se tornou profano.
E hoje?
Hoje não precisamos mais sacrificar animais. Jesus já foi o Cordeiro perfeito. Ele morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia. O sangue d’Ele nos purifica. Mas o perigo continua o mesmo: banalizar o que Ele fez. Quando eu relativizo o pecado. Quando eu vivo como se a cruz não tivesse importância. Quando santidade deixa de fazer diferença na minha vida. Isso é profanação.
A infiltração do egoísmo e do relativismo corrói por dentro aquilo que era sagrado. E eu te pergunto hoje: Você quer viver santo ou profano? Santidade não é perfeição. É decisão.
É dizer: “Eu escolho honrar o que Deus declarou santo.” “Eu escolho viver separado para Ele.” “Eu escolho valorizar o sacrifício de Jesus.”
Qual é a sua decisão?