Hoje, no sexto dia da nossa campanha, Deus nos chamou para um tempo muito sério e profundo: a unção para quebra de maldições. Quero começar deixando algo muito claro: em Cristo, somos nova criatura. A Palavra diz que as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. Isso é um fato espiritual. No momento em que aceitamos Jesus como Senhor e Salvador, o nosso espírito é recriado imediatamente.
Mas existe um grande desafio que continua diante de nós: a nossa alma.
A alma é o lugar das emoções, dos sentimentos, das memórias e dos sistemas de crenças que foram formados ao longo da nossa vida. É nela que ficam registradas as palavras que recebemos, as rejeições que sofremos, os abusos, as dores, os traumas e os ensinos — certos ou errados — que marcaram a nossa história. Muitas dessas palavras vieram de pessoas que eram autoridade sobre nós: pais, familiares, pessoas próximas. E palavras são sementes. Elas produzem frutos conforme a sua espécie.
Por isso, mesmo salvo, alguém pode continuar vivendo uma vida destruída emocionalmente, familiarmente e até financeiramente. A salvação não elimina automaticamente os efeitos de uma alma ferida. É possível estar salvo e ainda viver irado, desequilibrado emocionalmente, preso a ciclos repetitivos de fracasso, relacionamentos quebrados e miséria em várias áreas da vida.
A Bíblia é clara quando diz: “Não existe maldição sem causa.” Toda maldição opera sobre uma base legal. Tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual são regidos por leis. No Reino de Deus, a lei da semeadura continua válida: tudo o que o homem semear, isso também colherá. A graça não anula princípios. A lei não aceita desculpas e não perdoa ignorância.
Muitos se convertem achando que tudo está automaticamente resolvido, mas continuam colhendo sementes plantadas no passado. A única saída é mudar a fonte da semeadura. E isso começa pela renovação da mente. A mente é o único meio de transformação. Somos resultados diretos do sistema de crenças no qual fomos formados — familiar, social e espiritual.
Maldições também podem operar de forma hereditária. Pecados não tratados nas gerações anteriores abrem portas espirituais que afetam filhos e netos. Por isso, eu preciso decidir romper com esse ciclo. Se os meus pais não resolveram, eu preciso resolver a minha vida. Eu não posso permitir que os erros do passado se repitam na minha casa e na minha descendência.
Eu mesmo precisei tomar decisões duras. Decidi não repetir a história do meu pai. Decidi ser diferente. Decidi agarrar em Jesus e mudar o curso da minha família. Isso tem um preço. Exige responsabilidade, renúncia e mudança de postura. Mas vale a pena.
A Bíblia também nos ensina que precisamos nos despir do velho homem e nos revestir do novo, criado segundo Deus, em justiça e santidade. Isso envolve abandonar práticas erradas, mentiras, vícios, comportamentos que dão legalidade para o inimigo agir. Satanás só atua onde existe permissão legal.
Por isso, congregar, aprender, viver em comunhão e debaixo da Palavra é fundamental. O congregar traz libertação, cura, conhecimento e nos tira da ignorância espiritual. É assim que construímos uma nova história.
Para finalizar, quero deixar um exemplo claro: dois homens viveram na mesma época. Um, chamado Max Dukes, viveu debaixo da maldição. Outro, Jonathan Edwards, viveu debaixo da bênção. Os descendentes de um mergulharam na miséria, criminalidade e destruição. Os do outro impactaram nações, universidades, governos e a história.
A pergunta é simples: como você quer que seus descendentes vivam?
Eu decidi. E você também pode decidir hoje romper com toda maldição, mudar o curso da sua história e deixar um legado de bênção.
Em Cristo, isso é possível.